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O círculo vicioso da síndrome do impostor

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Síndrome do Impostor

As pessoas que sofrem com a chamada síndrome do impostor acreditam que não merecem as próprias conquistas. O sucesso é atribuído a fatores externos como sorte, indicação, boa vontade dos outros, nunca ao próprio mérito. Elas convivem com o medo de serem “descobertas” por não serem tão habilidosas, competentes ou inteligentes como demonstram ser ou como a atividade que exercem exigiria.

Quando abandonamos a panaceia de querer consertar nossos defeitos, sobra espaço para sermos autênticos – e mais felizes. Para isso, busque aquilo que há de melhor em você: o seu talento!

Somos instruídos a pensar que precisamos ser iguais às pessoas que têm sucesso e a repetir seus padrões, pois apenas dessa maneira conseguiremos também ter algum êxito na vida.

Mas o que não nos dizem é que as pessoas são absolutamente diferentes em tudo. Nossa genética é diversa, assim como os valores, a cultura, o jeito de ver a vida e interpretar os fatos.

É como se tentassem o tempo todo calçar em nosso pé 36 um sapato 34.

O que ocorre é uma grande sensação de inadequação.

A síndrome do impostor

A eterna necessidade de tentar se encaixar aos padrões pode trazer uma sensação de inadequação, de medo de não conseguir atingir objetivos. A comparação com os demais ou com uma pessoa específica traz muitos danos. Em alguns casos pode até levar a uma síndrome: a chamada síndrome do impostor.

Síndrome do Impostor

As pessoas que sofrem com a chamada síndrome do impostor acreditam que não merecem as próprias conquistas.

Conforme descrição de um estudo feito pelas psicólogas Pauline Rose Clance e Suzanne Imes, em 1978, e publicado recentemente na revista Galileu:

Algumas das pessoas mais capazes, inteligentes e que trabalham mais duro sofrem de um fenômeno debilitador: uma distorção que faz com que elas pensem que são incompetentes, burras e preguiçosas. Além disso, elas pensam que estão enganando os outros quando conseguem alcançar seus objetivos e, um dia, serão descobertas e expostas à vergonha.

Os que sofrem da síndrome do impostor “mantém uma forte consciência de que não são inteligentes e de que estão enganando todo mundo.

Em quase 40 anos após a identificação da síndrome, ela continua incomodando pessoas de sucesso, em diferentes campos. A escritora Maya Angelou, por exemplo, disse em uma entrevista: “Eu escrevi 11 livros, mas toda vez que publico um, eu penso “oh-oh, eles vão descobrir agora. Eu enganei todo mundo e agora vão me descobrir”.

Sintomas da síndrome do impostor

Os sintomas mais comuns da síndrome do impostor são discursos autodepreciativos, necessidade constante de reavaliar o próprio trabalho, fuga de situações que o coloquem no centro das atenções e trabalho além do necessário, para compensar um erro que a pessoa acredita estar cometendo.

“Os que sofrem com isso tendem a atribuir o sucesso à sorte, em vez de ao mérito e ao trabalho duro, o que minimiza os objetivos alcançados”, explicou o psicólogo Joseph Cilona ao site Mental Floss.”

Quem sofre dessa síndrome, em alguns casos, precisa de apoio terapêutico para auxiliá-lo em todo esse processo.

Autoestima fragmentada

Conecte seu talento em vez de focar nas suas fragilidades

Percepção distorcida de si mesmo

A questão é que quando seguidamente nos sentimos inadequados ou sem grandes capacidades, nossa autoestima e autoconfiança ficam completamente afetadas.

Se a maneira como cada um se percebe é equivocada, as frustrações são enormes.

“Se você pensa que pode ou se pensa que não pode, de qualquer forma você está certo”, Henry Ford

E quanto mais vamos nos achando uma fraude, mais comprovamos essa profecia quase apocalíptica.

Alimentando o círculo vicioso

Para exemplificar, tente visualizar a sequência de fatos que vou narrar e note como se forma um círculo vicioso que comprova a crença que a pessoa tem de si mesma:

Uma garota tem muitas acnes no rosto e sente vergonha da aparência.

Ela é tímida e acha que ninguém gosta dela, fica trancada em casa e se sente muito sozinha. Até que alguma amiga a convida para ir a uma festa e depois de muita insistência a garota da acne aceita ir. Na festa, ela fica em um canto da sala, escondida atrás da sua longa franja, na tentativa de esconder o rosto e suas acnes.

Após algumas horas, um rapaz percebe a tímida garota no canto da sala e começa a flertar com ela. A garota nota o flerte, mas o interpreta como um olhar de julgamento e crítica. Ela acredita que o rapaz a está achando feia por conta da acne e por isso olha tanto para ela. Como mecanismo de defesa, fica de cara fechada e franze as sobrancelhas.

O rapaz interpreta aquele sinal como se ela não quisesse conversar e flertar com ele. Então, ele se dirige a próxima moça mais disposta e autoconfiante. Ela, por sua vez, resolve ir para casa e no caminho chora e reclama: “Ninguém me ama, ou vem conversar comigo por conta da minha acne. Melhor mesmo ficar sozinha…”

A maneira como essa garota do exemplo se comporta gera impacto no entorno e cria uma realidade nada satisfatória.

Podemos ter esse tipo de pensamento sobre nós mesmos em relação a muitas coisas, seja no trabalho, nos relacionamentos, na escola, em relação a nossa aparência, e por aí vai…

Mas e se eu te disser que você tem um tesouro dentro de você?

O nome desse tesouro é talento.

Abraço afetuoso,

Adriana Ferrareto


P.s: Lembre que existem várias maneiras de se manter atualizado com os conteúdos que crio.

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Adriana Ferrreto

Strengths Coach certificada pelo Gallup® Institute
Executive Coach Certificada pelo Integrated Coaching Institute (ICI)
Certificação Internacional em Coaching Integrado.

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